2018 / 25º Porto Alegre em Cena

Programação:

13º Prêmio Braskem em Cena:

Confira os espetáculos participantes:

 

/ A MULHER ARRASTADA
/ CHAPEUZINHO VERMELHO
/ DILÚVIO MA
/ ESPALHEM MINHAS CINZAS NA EURODISNEY
/ HIATO
/ IMOBILHADOS
/ PEQUENO TRABALHO PARA VELHOS PALHAÇOS
/ QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK?
/ TEATRO DOS SERES IMAGINÁRIOS
/ VINCENT – OBRA CONTEMPORÂNEA EM DANÇA PERFORMATIVA

Vencedores:

/ Melhor espetáculo: A Mulher Arrastada

/ Melhor direção ou coreografia: Liane Venturella, por Imobilhados

/ Melhor ator ou bailarino: Zé Adão Barbosa, por Pequeno Trabalho para Velhos Palhaços

/ Melhor atriz ou bailarina: Celina Alcântara, por A Mulher Arrastada

/ Destaque: Hiato

/ Melhor espetáculo (júri popular): Qual a Diferença entre o Charme e o Funk?

Conselho curador de espetáculos 13º Prêmio Braskem em Cena:

DANIELA CARMONA, FERNANDO ZUGNO, JANE SCHONINGER, KAYA RODRIGUES, LUCIANO FERNANDES e NECA MACHADO

Júri 13º Prêmio Braskem em Cena:

ALICE URBIM, CLÁUDIA LAITANO, CRISTIANO VIEIRA e ROGER LERINA

Projetos Especiais:

Catálogo Online:

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Madrinha: Anna Mariano

A escolha da madrinha ou padrinho do Porto Alegre em Cena é sempre desafiadora. A cada ano buscamos pessoas que amam esse festival como a gente, que encontram tempo e energia para participar das atividades culturais, mesmo na correria dos nossos dias. Foi então que pensei na Anna Mariano, querida amiga que há anos vive o Festival conosco, assistindo aos mais diversos espetáculos em diferentes salas, transitando de teatro em teatro e dando vida cultural à cidade.

Uma dama de fino trato e fina palavra, poetisa em busca da beleza das emoções e da estética que me sensibiliza com sua escrita e com suas atitudes de quem acredita mesmo na arte e na cultura como forma de aliviar a dor e engrandecer nossa aldeia. Com sua força, nos ajuda a movimentar as montanhas que são necessárias para realizar nosso Festival e, assim, podemos comemorar a chegada de mais um setembro com Porto Alegre em Cena.

Obrigado, Madrinha.

Fernando Zugno

Nascida em Porto Alegre, Anna Mariano formou-se em Direito pela UFRGS. Em 2006, abandonou a advocacia e publicou seu primeiro livro "Olhos de Cadela", poemas (L&PM), finalista do prémio Açorianos de Literatura. Em 2011, foi finalista do Prêmio Fato Literário realização do Grupo RBS. Seu primeiro romance "Atado de Ervas" (L&PM) foi finalista do Prêmio São Paulo de Literatura - Melhor Livro do Ano Autor Estreante. Em 2017, publicou "Pra Amanhecer Ontem" (L&PM) escolhido finalista do Prêmio da Associação Gaúcha dos Escritores, AGES, edição 2018.

foto: Carin Mandelli

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Palavra do Diretor:

25 anos e muitas perguntas

 

Vejo o Porto Alegre em Cena chegar aos seus 25 anos cada vez mais ansiando por respostas. Perguntas que pulsam. Questões que vem como flechas de todos os lados. A primeira: há motivos para comemorar 25 anos de um Festival de Artes Cênicas em tempos de cortes homéricos de verbas para a cultura e de ataques à arte? A pensar que o Em Cena foi responsável por transformar a cidade, nossos artistas, colocou Porto Alegre no mapa das grandes produções de artes cênicas no Brasil e do mundo e se tornou um orgulho nacional com reconhecimento internacional a resposta é sim!

 

Mesmo não escapando da peste que assola nossa terra, estamos vivos e cheios de vontade de comemorar a chegada de mais um Porto Alegre em Cena. Afinal, é preciso olhar também com alegria para o que está sendo realizado. E aplaudir nossos parceiros culturais que se uniram a nós para, juntos, encher nossa cidade de grandes espetáculos e artistas de varias partes do mundo. Para, conosco, refletir sobre nosso tempo e local.

 

E foram eles, os nossos brilhantes artistas brasileiros, que guiaram nossa programação. Racionalmente pensava no que mostrar e discutir nessa edição de 25 anos, mas o próprio teatro (mais uma vez) me abriu os olhos e me mostrou o que é necessário e urgente: nosso próprio território e sua formação.

 

Foi quando assisti e dois espetáculos: Grande Sertão: Veredas da Bia Lessa e a remontagem de O Rei da Vela do Zé Celso, ambos em 2017, que me dei conta de que havia algo pulsante clamando por atenção. A montagem de O Rei da Vela, cujo texto é de 33 foi encenado pelo Teatro Oficina em 1967 e ficou marcada na história do teatro brasileiro.

 

Por quê remontar O Rei da Vela 50 anos depois? Que país é esse? Foram perguntas que me moveram a pensar o resto da programação do Em Cena 2018. Então veio Grande Sertão: Veredas que fala de nosso interior: povo, terra e amor. Colocado lindamente em cena num teatro instalação que cria sensações incríveis para o público. Vamos falar de Brasil! E, nesse aspecto, encontrei perguntas também no Ceará com o grupo Bagaceira que fez uma pesquisa pelo seu estado e criou o espetáculo chamado Interior. Nele, nos trazem o nosso nordeste tão rico, tão cheio de histórias e de cultura pra nos orgulhar. Junto deles vem a Companhia Experimental de Recife com Zambo e Breguetu, e a performance Pontilhados, fruto de uma residência artística que a Companhia fará na em Porto Alegre.